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[Resenha] 13 Reasons Why


13 Reasons Why
Lançamento da temporada: 31 de março de 2017
Criador Brian Yorkey
Status: mencionada a possibilidade da 2ª temporada
Gênero: drama;
IMDb:  9/10


SOBRE O LIVRO


Os 13 porquês
Autor: Jay Asher
Editora: Ática
Edição: 1
Ano da edição: 2009
Páginas: 256
Gênero: Fantasia

SINOPSE:

Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker - uma colega de classe e antiga paquera -, que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.





Ano passado o livro que deu base a essa série foi uma de minhas leituras, embora eu não o tenha, peguei emprestado de minha prima. Confesso que o li em um dia, e, apesar de ser um livro com um assunto denso, e de eu ter prosseguido meio frustrada por, dentre as brechas, ficar vendo uma luz de esperança, achei o finalzinho do livro uma luz doce de esperança.


Quando eu soube que a Netflix lançaria a série de TV, não fiquei muito animada, porque achei que dramatizariam demais. Mas, como a maioria, não resisti e fui conferir. E amei. Tem diferenças entre o livro e o filme? Claro, que vão além de meras adaptações. Mas, mesmo assim, consegui amar o livro e a adaptação. Eis aqui algumas (entendam, existem mais que apenas 13, mas eu mencionei as mais relevantes para mim) diferenças:




1 - Clay não é tão lento para escutar as fitas quanto o é na série, na verdade ele é justamente o oposto: só para quando termina de escutar todas as fitas, indo em cada ponto do mapa durante a conferência, durante a noite toda;

2 - Não há envolvimento de Hannah com os pais, como é mostrado na série, ela não fala sobre manter diálogo ou mesmo contato com eles;

3 - Clay não sai atrás de todas as pessoas referidas em cada fita não, ainda mais antes dele terminá-las, o que eu achei nonsense demais, ele apenas escuta as fitas, segue o mapa, contempla as pessoas, é um telespectador envolvido com toda a história de Hannah e monologa bastante com a voz de Hannah, respondendo algumas perguntas que a Hannah faz enquanto grava os áudios;



4 - Não há processo judicial algum por parte dos pais de Hannah;

5 - Embora seja muito legal a série mostrar como as pessoas citadas parecem ter se sentido ao saber que elas foram um motivo, o livro não menciona este outro lado, e isso foi algo que eu senti também, porque o bulliyng é inquestionavelmente nocivo, porém, será que as coisas são fáceis também para o "agressor"? Não quero justificar nenhuma das ações de nenhum deles, mas algumas foram bem humanas, fases da vida que acontecem e que, depois, serão nossas experiências;

6 - O Clay não surta como o da série na qual, na verdade, em cada episódio ele surta mais e mais, isso faltando muita coisa para ele escutar e isso dá nos nervos, porque os episódios têm uma duração bem grande e os surtos dele e a lentidão tornam as coisas um pouco frustrantes, às vezes um pouco tediosas;

7 - Hannah não cortou os pulsos (e, nossa, a cena na série foi brutal, viu?), ela tomou remédios;

8 - O final do livro? Bem, eu gostei muito das reviravoltas propostas pela série, do processo se desenrolando, da contextualização dos outros envolvidos (nenhum deles tem a vida fácil), foi bem mais forte e ainda deixou várias pontas prontas para serem conectadas a uma 2ª temporada. Mas, no livro, Clay apenas passa adiante as fitas para o próximo e, ao ver uma menina que ele costumava ser amigo na infância, mas não tinha mais contato, ao observar a postura defensiva dela (e reconhecer traços do comportamento de Hannah) ele tenta agir diferente e não ser omisso, um mero telespectador, passivo diante dos sinais, porque é o mínimo que ele pode fazer dali em diante, como uma lição que foi aprendida a dolorosas penas.

Quem acompanha as redes sociais deve ter visto quantas polêmicas vem causando a série, isso porque a série virou uma febre dentre os adolescentes e muitos deles dizem que viram uma mensagem positiva sobre valorizar a vida, mas alguns profissionais, como psiquiatras, acham que é altamente arriscada a série para pessoas que possam estar pensando em cometer suicídio.




Eu entendo como deva ser negativo, mas eu achei a série com muita coisa a ser positivamente aproveitada, afinal, quem nunca passou por algo cruel na escola? Quem nunca precisou superar situações difíceis que nos acometem por egoísmo e muita crueldade daqueles próximos a nós? Talvez alguns de nós tenham histórias ainda mais tristes do que as de Hannah para contar, mas, ao mesmo tempo, também dizer que luta pela superação. Então, algo que me incomodou bastante foi o sentido das fitas deixadas. Tudo bem, quem chega ao ponto de cometer suicídio está longe de estar bem, porém a atitude de culpar as pessoas (muitas delas nem agiram contra a Hannah, mas praticaram algo que influenciou em sua angústia) pelas atitudes tomadas é algo que não resolve e significa muita coisa. 

Aliás, acaba sendo uma postura um tanto quanto também agressiva, uma vez que, da mesma forma que o suposto culpado não sabia o que ela passava quando agiu de maneira mesquinha, ela também não se importou em saber pelo que cada um passava quando agiu mesquinhamente e quando ela jogou sobre os ombros de todos a culpa pela decisão tomada. O sentido do que defendo é também defendido pela legislação brasileira que, ao vigorar ano passado e exigir o combate ao bullying, não prescreve nenhuma punição aos agressores, mas coloca as escolas como preventivas desses atos. Isso porque ela considera que, quem age desta forma muito provavelmente TAMBÉM tem sérios problemas e não deve ser ignorado. Ou cruelmente massacrado.

Enfim, seriam discussões sem-fim se eu me permitisse.



E vocês? Já assistiram? O que acharam?

8 comentários:

  1. Ainda não li e nem assisti, mas quero muito. Acho que sempre quando ocorrem adaptações para a TV/cinema, muita coisa muda, pra ficar mais atrativo. Mas acho que o modo como a Hanna se suicidou deveria ter ficado o mesmo, né? Essa série está muito bem falada e não vejo a hora de assistir.

    Beijinhos :)
    http://tipsnconfessions.blogspot.com

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    1. Oi Raquel!

      Confere logo para poder desabafar sua opinião também.

      Beijos!

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  2. Oi, Alana!
    Eu senti falta do Clay indo nos lugares marcados no mapa na série. Ele foi em alguns sim, mas não todos.
    Eu achei que mudaram o modo que ela se matou pra dar uma dramatizada mesmo. Achei bem paia.
    No geral, eu gostei muito da adaptação.
    Beijos
    Balaio de Babados
    Participe do #Sorteio1KSeguidores

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    Respostas
    1. Oi Luiza!

      Eba, alguém que leu e assistiu à série.
      Sim, muita coisa foi mais dramatizada que o livro, mas faz parte.
      Adorei saber sua opinião.

      Beijos

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  3. Oi Alana
    Fiz um post esta semana no blog falando sobre este tema, eu gostei mais do livro e o li depois de assistir a série. Achei a série muito pesada, e ficava muito angustiada. Mas no todo eu gostei, mas prefiro o livro.

    Beijinhos
    http://diariodeincentivoaleitura.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Oi Nessa!

      Nossa, eu ainda não vi.
      Vou lá conferir.

      Beijinhos.

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  4. Oi!!!
    Não li o livro, então não sei se posso fazer tantas comparações. Mas eu amei amei a série, tentarei ler para ver o que acho!
    Beijão
    http://www.a-toca.com

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    Respostas
    1. Oi Lua!

      Que bom que amou a série, vai gostar do livro também!

      Beijos.

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